Com as duas viagens que se aproximam, Buenos Aires e Benelux, e com a atividade intensa do Passando a Viagem, tenho que navegado bastante por blogs e, especificamente, por blogs de viagens.
Comecei a ter algumas ideias bacanas de como melhorar e tornar o blog mais user friendly. Embora eu vá continuar incluindo minhas opções pessoais, acho que ele pode ser mais prático. Os mapinhas que comecei a fazer para a viagem da Espanha vão ajudar bastante nisso. Agora, é só aprimorar. Se tiverem sugestões, por favor me mandem!
As viagens de Lulu
Juntei o gosto por viagens da minha mãe com o gosto pela escrita da Nonna e deu nisso: um relato detalhado das minhas viagens pelo mundo, com minhas memórias, lembranças, impressões, dicas, curiosidades, likes e dislikes, do's e dont's.
quinta-feira, 8 de março de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
Espanha - Córdoba
Day 3 – 12 de
janeiro, sábado
Ontem, já havíamos visto praticamente tudo de Sevilha,
que é uma cidade linda, porém pequena, então decidimos sair um dia antes e
ganhar mais um dia em Barcelona.
Saímos do hotel com calma e fomos até as muralhas,
no bairro Macarena. Daí, pegamos a estrada e chegamos a Córdoba um pouco antes
das três.
Nosso hotel ficava bem afastado do centro, em cima de
uma colina, mas acertamos o caminho de primeira. Deixamos as coisas no hotel e
fomos ao centro procurar um lugar para almoçar.
Fomos caminhando pelas ruazinhas do centro histórico e
sentamos no restaurante El Choto (cabrito). Comemos berinjelas à milanesa
com molho de mel e pimientos assados no azeite. Uma maravilha, melhores que o
cabrito! O restaurante e a comida eram ótimos. Quando saímos, já eram mais de
4h.
Caminhando em busca da Mesquita, passamos em
frente ao Salón de Té. O restaurante, todo em estilo árabe, era uma
graça. Tomamos um chá para ajudar a digerir o banquete do cabrito.
Chegamos à catedral / mesquita, mas já estava fechada... Só
conseguimos ver o pátio de los naranjos. Continuamos passeando pela
cidade.
Fomos até a Puente Romano, inexplicavelmente cheia de gente.
Passamos pelo Alcázar de los Reyes Cristianos e pela
Sinagoga, mas estava tudo fechado, e será visto amanhã.
Voltamos ao hotel, descansamos e saímos em busca de um
lugar para copas. Encontramos um lugar bem simpático no Jardin de Diego
Rivas, com música e gente. Ótima escolha / palpite!
Espanha - Sevilha
Day 2 – 11 de
janeiro, sexta-feira
Nosso hotel fica no bairro de Santa Cruz, a parte histórica da cidade, onde é praticamente proibida a circulação de carros.
Nosso hotel fica no bairro de Santa Cruz, a parte histórica da cidade, onde é praticamente proibida a circulação de carros.
Saímos caminhando pelas ruas peatonales do casco
histórico e descobrimos a cidade. As ruelas e as casas são lindas. Cada esquina
reserva uma surpresa e, às vezes, dá para avistar a Giralda.
Primeiro, visitamos o Hospital de los Venerables,
um antigo hospício. Tem uma pintura de Velázquez e um centro multimídia muito
bem montado. O claustro é lindo, cheio dos típicos naranjos, que se
espalham por toda a cidade.
Seguimos ladeando o muro dos Alcázares Reales,
antiga moradia dos reis mouros e, depois, católicos. O palácio é magnífico, com
um jardim enorme, frondoso e muito bem cuidado. Parece até um jardim botânico
particular.
Dentro, há claustros e salões maravilhosos. Nenhum dos
ambientes é reconstituído, mas os trabalhos mudéjares nas paredes são
incríveis. E o teto do Salón de los Embajadores é incrivelmente espetacular!
Na praça em frente aos Alcázares Reales, ficam a Catedral
e La Giralda (a torre). A catedral é muito bonita. Dizem que é lá que
está enterrado Colón.
O ponto alto da catedral é a Capilla Mayor, a
capela central, onde fica o Retablo Mayor, com 44 painéis dourados.
Subimos até o alto da Giralda, onde ficam os sinos e de onde temos uma vista de
toda a cidade.
Almoçamos num restaurante bem simpático com vista para
a catedral. Comi uma paella de arroz negro.
À tarde, fizemos um passeio de charrete pelos
principais pontos da cidade. Partimos da catedral em direção à margem do rio
Guadalquivir. Passamos pela Torre del Oro, pelo Palácio de San Telmo,
Hotel Alfonso XIII, a antiga fábrica de tabaco (atual universidade).
Chegamos ao Parque María Luísa, onde fica a Plaza de España.
Durante o passeio estava um solzinho gostoso e tirei até um cochilo!
Voltamos ao hotel, descansamos e saímos para jantar em
Triana, na Rua Betis. Só que tinha muito poucas opções. Sentamos num
restaurante à beira do rio, bem frio, bem agradável e com um serviço péssimo.
Ao voltar a Santa Cruz, ainda sentamos e tomamos uma
cerveja Cruz Campo antes de chegar no hotel.
Espanha - Madrid
Day 1 – 10 de
janeiro, quinta-feira
Chegamos ao aeroporto de Madrid por volta de 14h, pegamos um táxi e fomos direto para Atocha.
Compramos o trem para Sevilha para 19h, então tínhamos a tarde para aproveitar
em Madrid.
Da Plaza de Cibeles, caminhamos pela Gran
Via, procurando um restaurante. Numa transversal, encontramos um hotelzinho
e entramos o restaurante. Era fraco, mas comemos um sanduíche só para matar a
fome. A essa altura do campeonato, todos os outros restaurantes estavam fechados
para a siesta.
Caminhamos até a Puerta del Sol e a Plaza
Mayor, demos uma volta e paramos para comer jamón crudo no Museo del
Jamón. Pegamos um táxi até o Reina Sofia, mas já não tínhamos muito
tempo. Vimos as obras principais de Miró, Dalí (“Muchacha a la ventana”
– adoro!) e Picasso.
Além das diversas obras do Picasso, tem uma série
preparatória do “Guernica”. O quadro é esplêndido, realmente o auge
dele, juntando todas aquelas características pertubadoras num quadro harmônico.
Voltamos para Atocha e pegamos o trem para Sevilha. Eu
não me lembrava da estação de Atocha por dentro. É linda, toda
climatizada e arborizada.
Chegamos a Sevilha às 10h da noite, deixamos as coisas
no hotel e fomos jantar no restaurante Modesto. Comemos várias tapas, todas
ótimas!
Espanha
Essa viagem já tem um tempinho, foi lá em 2008, quando eu ainda nem pensava em blog. É engraçado perceber como as anotações são diferentes e vão mudando ao longo do tempo.
Dessa vez, incluo não só o mapa do país com o itinerário completo da viagem, como um mapinha de cada cidade, o que é ótimo e ajuda a se localizar bem. Não sei se vou conseguir fazer isso com todas as cidades, principalmente as maiores, tipo Madrid. Vamos ver no que dá...
Então, vamos à Espanha!
É um país delicioso, mediterrâneo, e, por isso mesmo, com um clima mais ameno que o resto da Europa, mesmo no inverno.
A viagem inclui paradas em Madrid, trem até Sevilha, carro até Córdoba e Granada, com devolução em Valencia, direto no aeroporto, voo até Barcelona e de volta a Madrid.
Disfrutenlo!
Dessa vez, incluo não só o mapa do país com o itinerário completo da viagem, como um mapinha de cada cidade, o que é ótimo e ajuda a se localizar bem. Não sei se vou conseguir fazer isso com todas as cidades, principalmente as maiores, tipo Madrid. Vamos ver no que dá...
Então, vamos à Espanha!
É um país delicioso, mediterrâneo, e, por isso mesmo, com um clima mais ameno que o resto da Europa, mesmo no inverno.
A viagem inclui paradas em Madrid, trem até Sevilha, carro até Córdoba e Granada, com devolução em Valencia, direto no aeroporto, voo até Barcelona e de volta a Madrid.
Disfrutenlo!
domingo, 20 de novembro de 2011
Tunísia - Tunis e Paris
Day 8 – 30 de março, segunda-feira
Hoje, o dia começou visitando a Medina de Tunis.
Como era dia livre, fizemos tudo por conta própria. Embora a Medina seja um
verdadeiro emaranhado de ruas, no guia da Folha havia um mapinha com os pontos
principais. Resolvi seguir o roteiro da Folha. Sinceramente, achei que, no meio
do caminho, fôssemos acabar tomando outro rumo, já que as ruelas são realmente
bem confusas. Por mais que tenham nome, o nome não aparece em lugar nenhum e não dá para ter certeza de onde a gente está.
A antiga cidade murada, construída no século VII,
abriga o mercado, ou Medina, que é o coração histórico e cultural da cidade.
Comprar por ali é uma verdadeira aventura, primeiro porque você é quase atacado
pelos vendedores e segundo porque nunca podemos acreditar no preço.
Na medida em que íamos nos embrenhando pela Medina,
passamos por mercados completamente diferentes. Primeiro, as lojas eram de
roupas, bem brega, com manequins bundudas penduradas para fora das lojas, no
melhor estilo Uruguaiana bem apertadinho. Depois, passamos pelas especiarias,
perfumes e artigos de noivas. Um deles é uma luva que a noiva usa e, diz a
tradição, a mulher que vestir as luvas brancas se casará em breve! (Dava até um medinho tirar a máquina para tirar foto.)
Na saída da Medina, pelo outro lado, passamos no
Palácio de Dar-el-Bey, o palácio do governo. É uma parte mais cosmopolita da
cidade, com cara de centro da cidade em horário de trabalho.
E, como já era hora de partir, esse foi o nosso
último dia em Tunis, na Tunísia, na África! Voltamos por Paris, onde Nonna e
Mati ficaram por mais uma semana.
Como tínhamos umas seis ou sete horas de conexão, eu
e minha mãe decidimos ver a Cidade Luz. Fomos de táxi até o hotel da Nonna e
saímos bem rápido, caminhando pelo Champs Elysée. Comemos macarron e nos
deliciamos com o clima parisiense de fim de dia. Saudade de Paris!
Pena que a volta de metrô até o aeroporto foi tão
cheia de percalços, desde a hora em que fomos comprar o tíquete (e não tínhamos
mais dinheiro) até a troca de vagão e a parada do trem. Uma última aventura
para fechar a viagem com chave de ouro!
Tunísia - Sidi Bou Said, Cartago, Tunis
Day 7 – 29 de março, domingo
Depois
do jantar da noite anterior, hoje fomos passear em Sidi Bou Said durante o dia.
A cidade fica bem pertinho de Tunis, a uns 20 quilômetros da capital e é uma
graça, toda azul e branca. Várias fotos parecem cartão postal, e algumas até
são mesmo. As lojinhas da rua principal vendem as lindas e tradicionais
cerâmicas, bijuterias, além de tapetes, postais e vários outros bibelôs. De
alguns pontos da cidade, dá para ver o mar azul lá embaixo.
Passeamos um pouco, subindo pela rua principal, até
chegar ao Café des Nattes, parada obrigatória para beber um chá de menta e
fumar chicha num narguilé. O café era reduto de artistas e escritores,
inclusive franceses e americanos, que passavam as férias na cidade. Também passamos pelo
Café des Delices (Café Sidi Chabanne), que tem um terraço de onde se pode ver o
mar e o pôr do sol. Mas fomos embora bem antes disso.
Continuamos até Cartago, que fica bem pertinho, do
outro lado do lago de Tunis e, hoje, é um bairro da capital. É uma antiga cidade, originariamente uma colônia fenícia no norte da
África. Na Antiguidade, foi uma potência, disputando com Roma o controle do Mediterrâneo.
Daí vieram as Guerras Púnicas, que destruíram Cartago, restando apenas as
ruínas que visitamos hoje.
Cartago está
bem mais destruída do que Sbeitla. Grande parte das colunas e edificações estão
pelo chão, e não mais de pé. De qualquer modo, a ruína beira mar (lago) é muito
bonita, e a cidade era enorme.
Fomos ainda ao Museu do Bardo, que reúne uma das
maiores coleções do mundo de mosaicos romanos, bizantinos e cartagineses. Lá
está um pouco mais da história de Cartago.
Chegando em
Tunis, ainda fomos passear um pouco. Tentamos ir à Medina, mas já eram quase 5h
e ia fechar logo, então preferimos visitar uma mesquita. Estávamos passeando pelo pátio interno quando um
senhor, amigo do guarda da mesquita, perguntou se não queríamos ir até o
minarete. Ele inclusive nos mostrou o nosso ingresso e disse que dava direito. Achamos
que ia ser lindo ver a paisagem lá de cima e fomos, eu, mamãe e mais um casal
de gringos (não sei de onde) que estava ali.
O cara foi
nos guiando pela medina, para a porta por onde subiríamos até o minarete. Só
que, de repente, ele começou a virar à direita, e à esquerda, e à esquerda de
novo, se afastando cada vez mais da mesquita. Na quarta ou quinta curva, olhei
para a minha mãe e ela falou para voltarmos. Em momentos como esse, agradeço a Deus
pelo meu senso de orientação. Voltamos tudo, sem errar, virando em cada esquina, uma igual a outra, com o outro casal
fugindo junto com a gente, e chegamos de volta à praça da mesquita, onde a
Nonna e o Mati já estavam nos esperando.
Saímos logo
dali, ainda passeamos um pouco pela Avenida Bourghiba e voltamos para o hotel,
onde jantamos.
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